TDAH no adulto
TDAH no adulto: como é a avaliação
Será que é TDAH?
Em resumo
- O diagnóstico é clínico: conversa e história de vida. Não existe exame que o confirme.
- Em alguns casos podemos chegar ao diagnóstico no primeiro atendimento. Em outros precisamos de mais de um atendimento para melhor avaliação.
- Avaliação neuropsicológica nem sempre é necessária.
- Medicação só entra se fizer sentido para você. Decidimos em conjunto.
- Presencial em Vitória e em Vila Velha, ou online.
A mensagem abre com um código curto, que só diz de qual página você veio. Nada sobre você.
O que é o TDAH no adulto?
O TDAH começa na infância, mas nem sempre é percebido nela. No adulto, aparece como dificuldade de manter a atenção no que não é urgente, esquecimentos, procrastinação e tarefas que começam com energia e não terminam. A agitação da criança pode virar inquietação interna e impaciência. Desatenção sem hiperatividade também é TDAH.
Ansiedade, depressão e sono ruim produzem sintomas parecidos. Separar uma coisa da outra é o trabalho da avaliação.
Como é a avaliação?
Primeiro atendimento, 60 minutos. A sua história: infância, estudos, trabalho, relações, sono, humor. Questionários entram como apoio, não como veredito.
Quem conhece você. O relato de alguém da família e boletins antigos ajudam a reconstruir o começo.
Exames e avaliação neuropsicológica, quando fazem sentido. Peço exames antes de certas medicações. A avaliação neuropsicológica não é obrigatória: peço quando a história não basta.
O plano. Conversamos sobre o que fazer e decidimos em conjunto. Você sai com o próximo atendimento marcado.
Se não for TDAH, você sai sabendo o que eu observei e qual é o próximo passo.
Já tem diagnóstico?
Traga laudos, relatórios e receitas anteriores. Eu não recomeço do zero: uso tudo isso na minha avaliação. O que eu não faço é manter uma prescrição sem avaliar você. Se já usa medicação, marque com alguns dias de folga antes de ela acabar.
Tratamento e retornos
O tratamento pode incluir medicação, psicoterapia e mudanças de rotina. O que entra depende da sua avaliação e da sua escolha. Antes de qualquer medicação, você sabe o que esperar dela, inclusive sobre o risco de dependência.
Os retornos também têm 60 minutos: mais próximos no começo, mais espaçados quando você estabiliza. Toda receita sai de um atendimento. Quem usa medicação contínua é reavaliado a cada 90 dias, no máximo.
Sem vínculo com laboratórios.
Perguntas frequentes
Vou sair medicado no primeiro atendimento?
Não necessariamente. Medicação entra quando o diagnóstico está claro e quando faz sentido para você. Muita gente sai do primeiro atendimento com um plano de avaliação, não com receita.
Nunca fui hiperativo. Pode ser TDAH?
Pode. Existe a forma predominantemente desatenta, sem agitação visível. Costuma ser reconhecida mais tarde, porque não incomoda ninguém em volta; incomoda a própria pessoa.
O TDAH é diferente nas mulheres?
Costuma ser reconhecido mais tarde, porque a apresentação é mais discreta e porque é comum receberem outro diagnóstico antes. Gravidez e amamentação são assunto para o atendimento: o tratamento é pensado caso a caso.
Pode ser autismo também?
TDAH e autismo podem existir ao mesmo tempo. Na avaliação eu considero as duas hipóteses e, quando há dúvida, digo o que falta para responder.
Psiquiatra ou neurologista?
Os dois podem diagnosticar. No adulto, o TDAH costuma ser avaliado e acompanhado pelo psiquiatra, porque a avaliação precisa separá-lo de ansiedade, depressão, transtorno bipolar e alterações do sono.
Você faz relatório para Enem, faculdade ou concurso?
Emito relatórios para quem é meu paciente, depois da avaliação, descrevendo o que constatei. O diagnóstico só entra com a sua autorização. Quem decide o direito é a banca ou o órgão.
Fontes: Ministério da Saúde, Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do TDAH (2022); NICE, diretriz NG87; DSM-5. Conteúdo educativo, que não substitui atendimento.
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